Amber

Amber – Matar é muito melhor que salvar vidas

Alemanha, 1945.

Os bombardeios finalmente cessaram, e soldados se preparavam para voltar aos braços de suas esposas e filhos.

Amber Hardy mal podia esperar para retornar aos Estados Unidos.

A jovem enfermeira pensava em cada detalhe de seu casamento com o Comandante Lewis, afinal tinha que ser memorável.

Mal podia esperar para que chegassem em solo americano e seu amado desse entrada no divórcio.
Terminou de ajeitar os cachos loiríssimos, ajeitou a saia e andou até a cabana do comandante, mas parou ao ouvir vozes conversando, ficando do lado de fora, ouvindo o que falavam.

— Lewis, você enfiou sua amante na viagem, como acha que vai lidar com isso quando voltar para casa?

— É isso que ela é, só a amante! O que eu quero mesmo é chegar e poder abraçar meus filhos e minha esposa. Amber é gostosa, boa pra levar pra cama, mas você acha que eu abriria mão da minha família por alguém como ela? — riu cínico.

— Uma mulher só já me dá dor de cabeça o suficiente ainda mais duas!

Do lado de fora, ela estava paralisada.

“Só a amante” as palavras ecoavam na mente dela de forma desesperadora enquanto andava. Ela queria se vingar. E queria uma vingança perfeita.

Desviou seu caminho até onde estavam mantendo um prisioneiro de guerra. O levariam para estudo pelo que diziam. “Strauss é perigoso, não se aproxime”, todos diziam.
O homem pálido se recolhia ao canto escuro, estava magro e com aspecto doente.

— Eu posso te libertar, mas vou querer algo em troca!

— Algo em troca? — O homem riu, se virando nas sombras — E o que seria?

— Vingança… contra o Comandante!

— Se você me libertar posso te dar muito mais do que só a sua vingança!

Sem pensar duas vezes, Amber pegou um grampo no cabelo, abrindo o cadeado com cuidado.

— Esse vai ser o começo de uma looonga amizade… — O prisioneiro falou antes de a puxar para a cela, e cravar seus dentes em seu pescoço.

Poucos soldados conseguiram embarcar no avião de volta para casa. O Comandante determinou que ninguém deveria falar sobre o ocorrido com o batalhão. Os monstros e o banho de sangue não deveriam ser mencionados.

Era noite quando Lewis finalmente parou na porta de casa.

Apertou a campainha, mal podia esperar para ser recebido por sua esposa e filhos, mas a mulher com cabelos vermelhos que abriu a porta toda vestida de preto o assustou.

— Você demorou meu amor…

— Amber? O que você fez no cabelo? O que faz aqui? Achei que tivesse desaparecido!

— Eu voltei antes… achei que podia adiantar o problema do seu divórcio…

Ele a empurrou assustado, se deparando com o corpo morto de sua esposa, e de seus dois filhos jogados pelo chão da sala.

— AMBER O QUE VOCÊ FEZ?

— Não se preocupe querido… vai se juntar a eles logo… logo… — Ela sorriu, com os caninos a mostra.

Strauss estava certo. Matar era muito melhor do que salvar vidas.

Amber foi um mini conto de até 500 palavras que eu fiz para um Desafio Cultural do grupo Fãs de Romance Sobrenatural no Facebook.

Não apenas levou o prêmio de melhor conto, bem como, mostra um pouquinho do passado da vilã do meu livro Inimigos Mortais. 

Graças à meta estendida do financiamento coletivo do livro, o conto Amber ganhou uma versão em Graphic Novel que está disponível em e-book na Amazon e futuramente impresso na loja do site!

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4 thoughts on “Amber

  1. Ótimo conto.

    1. Obrigada Mateus! O conto está se tornando um HQ e espero em breve ter novidades sobre ele aqui ná página! =)

  2. A gente gosta assim. Vampira boa é vampira vingativa hahahaha
    Amber melhor vilã que já li em tempos!
    Ótimo trabalho Jubs!
    Esperando mais!

    1. Amber = a vilã que todos amam odiar! XD

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